Origens

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Origens

Património da humanidade e uma das mais antigas regiões demarcadas do mundo, o vale do Douro é, sem contestação, um dos mais emblemáticos terroirs históricos da viticultura mundial.

Os grandes vinhos só podem existir se existirem, também pessoas suficientemente afortunadas para os poder apreciar. Não restam dúvidas de que o papel da aristocracia inglesa foi da maior importância no desenvolvimento dos vinhedos do Vinho do Porto, tal como aconteceu em Bordéus, e de que são exemplo os Crus Classés do Médoc.

Os vinhos do Douro, nascidos sob sol escaldante e clima inóspito, de baixa acidez e elevado grau de açúcar residual, foram sempre de difícil transporte. Estas características particulares fizeram com que a região inventasse a fortificação. Este processo, que consiste na adição de aguardente aos vinhos que ainda não completaram totalmente a sua fermentação, faz com que os Vinhos do Porto tenham o equilíbrio álcool-açúcar que lhes é característico, conferindo-lhes também um notável potencial de envelhecimento. Por outro lado, a fortificação obriga a uma extracção de taninos rápida e energética através da pisa tradicional a pé ou, como acontece mais recentemente, nos lagares robóticos.

Na mesma altura em que se aperfeiçoava a vinificação dos vinhos do Porto, Bordéus – outra região com um talento especial para saciar a sede dos ingleses – inventava a vinificação através de um processo de maceração prolongada, que permitia a extracção suave e progressiva dos taninos. Daqui advém o equilíbrio e a finesse dos grandes Médocs.

A tentativa de aplicar uma vinificação tipicamente bordalesa a uvas que, por vocação e costume, têm sido destinadas à produção de Porto Vintage é, na sua essência, a aventura do projecto CHRYSEIA.

A família SYMINGTON quis associar o seu profundo conhecimento dos diferentes terroirs e castas durienses à experiência bordalesa de Bruno PRATS para, em conjunto, vinificarem as melhores uvas provenientes das melhores parcelas das suas melhores quintas, no verdadeiro espírito de Bordéus.

Andrew James Symington estabeleceu-se na cidade do Porto em 1882. Rapidamente se tornou exportador de Vinho do Porto e, em 1914, assumiu o controlo da Warre’s. Os descendentes dos seus três filhos são hoje os proprietários da Warre’s, Dow’s e Graham’s, para além de numerosas quintas que se encontram entre as melhores da região do Cima Corgo. Actualmente, as explorações vitícolas da família no Douro totalizam mais de 900 hectares. Charles Symington é o responsável pelas vinhas, pela vinificação e pela gestão da produção, enquanto Rupert, Paul, John e Dominic percorrem o mundo a partilhar a magia e os segredos dos seus vinhos.

Após a venda do Château Cos d’Estournel, cuja direcção teve a seu cargo ao longo de trinta anos, Bruno Prats deu seguimento às suas actividades vitícolas no Chile, no seio da Viña Aquitania, onde estabeleceu parceria com Paul Pontallier, Ghislain de Montgolfier e Felipe de Solminihac, e na África do Sul, em Anwilka, em parceria com Lowell Jooste e Hubert de Bouard de Laforest. A amizade que liga Bruno Prats à família Symington foi desenvolvida no seio da Primum Familiae Vini, um grupo de famílias produtoras de vinho, a que também pertenceu a Cos d’Estournel.

Em Novembro de 1998, a família Symington propôs a Bruno Prats a participação num novo projecto, que consistia em produzir um grande vinho não fortificado no Douro. A sua concretização deu-se em 1999, com a criação da PRATS & SYMINGTON Limitada como uma parceria equitativa entre as duas famílias. Algumas vinificações experimentais nesse primeiro ano permitiram definir e escolher as melhores parcelas e as castas mais adequadas para o projecto. O CHRYSEIA 2000 foi a primeira colheita a ser comercializada.

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